Seja como orvalho na terra seca
"A religião ama as vitórias,o evangelho ama a cruz"!
BEM - VINDO
Deus te abençoe!
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
A Oferta de Abel e Caim
Quando medito sobre a história de Caim e Abel, algo sempre me chama a atenção: de onde surgiu, dentro deles, essa vontade de fazer algo para Deus? Essa iniciativa não nasceu do nada. Ela nasceu de algo que foi transmitido. Caim e Abel não acordaram um dia, olharam para o céu e concluíram sozinhos que existia um Criador a quem deveriam oferecer algo. Eles tinham conhecimento de Deus porque alguém falou de Deus para eles. E esse alguém foram seus pais. Adão e Eva, mesmo depois da queda, não se esqueceram de Deus. Eles sabiam quem Ele era, sabiam o que haviam vivido no Jardim do Éden, conheciam a comunhão que tinham com Ele, o pecado que cometeram e as consequências disso. E tudo isso foi passado adiante. Os pais transmitiram aos filhos o temor do Senhor, a obediência, a importância do relacionamento, da intimidade e da comunhão com Deus. O que muda, então, não é o que foi ensinado, mas como cada filho absorveu esse ensinamento. Abel absorveu profundamente tudo aquilo que recebeu. Aquilo desceu ao coração, criou raízes e gerou algo dentro dele: desejo de relacionamento com Deus. E desse relacionamento nasceu uma consequência natural: o desejo de dar algo para Deus. A oferta não foi o começo; ela foi o resultado. O relacionamento veio primeiro, e a oferta foi consequência desse relacionamento. Caim também absorveu, mas de forma superficial. Seu relacionamento com Deus era raso, e, por isso, sua entrega também foi rasa. A consequência foi diferente, não porque os pais ensinaram de forma diferente, mas porque a absorção foi diferente. Relacionamento superficial gera atitudes superficiais. Aqui aprendemos algo muito sério e muito lindo ao mesmo tempo: a consequência da absorção espiritual aparece nas atitudes. Aquilo que entra profundamente no coração gera frutos profundos. Aquilo que entra superficialmente gera frutos superficiais. Quando a Bíblia diz: “Ensina a criança no caminho em que deve andar”, ela está falando de apresentar Deus, de viver Deus diante dos filhos, de transmitir quem Ele é. Os pais lançam a semente, mas cada filho decide o quanto essa semente vai penetrar no coração. O relacionamento com Deus gera consequências. E uma delas é o desejo de agradá-Lo, de se relacionar com Ele, de oferecer algo que nasce de dentro, não por obrigação, mas como resposta de um coração que aprendeu a amar a Deus.
terça-feira, 6 de janeiro de 2026
- A genealogia imperfeita de um Salvador Perfeito -
segunda-feira, 29 de dezembro de 2025
📖 “Onde estás?” — Uma pergunta relacional
Ao ler Gênesis 3:9, quando Deus pergunta a Adão: “Onde estás?”, algo muito profundo me chamou a atenção.
Aprendi que no hebraico, a palavra usada ali é “Ayeká” (אַיֶּכָּה), formada pelas letras A, Y, E, K, A. Essa palavra, embora geralmente traduzida como “onde estás?”, não carrega apenas um sentido geográfico, de localização física, mas um sentido relacional.
Deus não estava perguntando em que lugar Adão se escondia, porque Ele é onisciente. Ele sabia exatamente onde Adão estava. A pergunta não era: “Em que lugar você está?”, mas sim:
“Onde você está em relação a Mim?”
“Você ainda está comigo?”
Isso é algo profundamente bonito e impactante, porque revela o coração de Deus. Ele não chega com condenação, julgamento ou desaprovação. Ele chega com uma pergunta que chama para o relacionamento.
🌿A pergunta de um Pai
Deus sempre andava com Adão no jardim, conversava com ele na viração do dia. Deus era o Pai; Adão, o filho. Quando Deus pergunta “Onde estás?”, é como se dissesse:
“Onde está aquele relacionamento que nós tínhamos?”
“Onde está o seu coração agora?”
“Por que você se escondeu de Mim?”
Adão responde dizendo que ouviu a voz de Deus e teve medo, porque estava nu, e por isso se escondeu. Isso revela algo muito forte: o pecado gerou medo, algo que nunca havia existido naquela relação.
E então Deus faz outra pergunta:
“Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore que eu te ordenei que não comesses?”
Deus não precisava dessas respostas. Ele já sabia. Mas Ele abriu espaço para que houvesse confissão, arrependimento, reconciliação.
⚖️A autojustificação humana
O que vemos, porém, é que Adão não confessa. Ele não diz:
“Pequei, errei, me perdoa.”
Em vez disso, ele transfere a culpa:
-
culpa a mulher
-
e, indiretamente, culpa o próprio Deus: “A mulher que tu me deste”
Depois, a mulher culpa a serpente.
Isso revela algo muito humano algo que carregamos até hoje. Desde pequenos, aprendemos a nos justificar, a explicar nossos erros, muitas vezes por medo da punição. Crescemos e fazemos o mesmo com Deus, como se Ele precisasse das nossas explicações.
Mas Deus não espera justificativas.
Deus espera verdade, arrependimento e um coração quebrantado.
😔O medo de quem é amado
Algo que me toca profundamente é isso:
por que ter medo de alguém que nos ama?
O medo não vem de Deus. Ele nasce quando a relação é quebrada. O pecado cria vergonha, distância, esconderijos. Adão se escondeu não porque Deus deixou de amar, mas porque ele deixou de confiar.
Por isso, essa pergunta “Onde estás?” — é tão forte. Ela não fala de localização. Ela fala de coração.
A Bíblia diz:
“Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.”
É como se Deus estivesse perguntando a Adão — e a nós:
“Onde está o teu coração?”
“Ele ainda está comigo?”
🔥Uma pergunta que ecoa até hoje
Essa pergunta não ficou no Éden.
Ela ecoa até hoje na vida de cada um de nós.
Quantas vezes Deus nos pergunta:
“Onde estás?”
“Você ainda caminha comigo?”
“Por que você se escondeu?”
Não é uma pergunta de condenação.
É uma pergunta de amor.
O hebraico revela camadas profundas que muitas traduções não conseguem expressar totalmente. Por isso, conhecer o original não é desprezar a tradução, mas aprofundar o entendimento espiritual do texto.
✨ Reflexão final
Deus nunca perdeu Adão no jardim.
Deus percebeu que perdeu Adão no relacionamento.
Mesmo assim, foi Deus quem deu o primeiro passo.
Foi Deus quem chamou.
Foi Deus quem perguntou.
“Onde estás?”
É a pergunta de um Pai que ama, que busca, que chama para perto novamente.
E talvez, hoje, essa pergunta seja para nós.
Onde estamos?
Onde está o nosso coração?
Estamos escondidos… ou ainda caminhando com Ele?
quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
Esses dias, conversando com alguém, ouvi uma frase que ficou ecoando dentro de mim:
terça-feira, 30 de setembro de 2025
Reflexão sobre Noé, Obediência e Família
A história de Noé é uma das mais fortes quando falamos sobre obediência e família. Deus chamou um homem: chamou Noé. Não chamou a esposa, não chamou os filhos, não chamou as noras. Mas ao obedecer, Noé envolveu a todos em sua casa.
Deus disse: “Constrói uma arca”. E Noé fez exatamente isso. Ele não discutiu com Deus, não tentou convencer ninguém a acreditar na sua fé, não fez campanha de convencimento. Ele simplesmente obedeceu. E a sua obediência trouxe consequências: a salvação da sua família.
Aqui vemos algo precioso:
A esposa confiou no marido.
Os filhos confiaram no pai.
As noras confiaram em seus esposos.
E todos juntos confiaram em Deus.
Eles trabalharam unidos em um só propósito. Mesmo que para o mundo aquilo parecesse loucura, dentro daquela casa havia confiança. A família se uniu e construiu junto. Isso é tremendo!
A arca, além de ser instrumento de salvação, também é uma imagem do lar. O lugar onde encontramos proteção, segurança, onde aprendemos a confiar e obedecer a Deus.
Mas depois do dilúvio, quando as águas baixaram, começou uma nova história para Noé e sua família. E aí vemos outro ponto que nos faz refletir profundamente.
Noé plantou uma vinha. Dessa vinha produziu vinho, e ele bebeu além da medida, até se embriagar e ficar desnudo, exposto à sua vergonha. Ali, um de seus filhos, Cam, viu a nudez do pai e fez saber aos irmãos. Estes, por honra, cobriram a nudez do pai sem olhar para ela.
E aqui entra uma parte muito séria: Noé, ao saber do que Cam havia feito, não apenas o repreendeu, mas lançou palavras de maldição sobre ele e toda a sua descendência. Palavras ditas no calor da emoção, palavras que atingiram não só aquele filho, mas netos, bisnetos, tataranetos e toda uma geração. Uma atitude precipitada, que trouxe marcas para povos inteiros.
Isso nos leva a refletir sobre o peso das palavras de um pai. A mesma boca que guiou a família à salvação, agora se tornou instrumento de maldição.
E eu pergunto: como nós, pais e mães de hoje, temos falado com nossos filhos?
Quando disciplinamos, o que sai da nossa boca?
Estamos corrigindo com amor ou amaldiçoando com ira?
Que exemplo temos dado, não só com palavras, mas com a nossa vida?
Noé obedeceu e salvou a família. Mas depois, ao não vigiar, trouxe consequências tristes. Ele errou, Cam também errou, mas a verdade é que as palavras de Noé foram além da medida, carregadas de emoção e ira.
Essa história nos ensina que:
A obediência traz salvação, mas a falta de vigilância pode trazer ruína.
A confiança da família é construída na prática diária.
A boca de um pai e de uma mãe têm poder de vida ou de morte sobre os filhos.
Pais, precisamos ter muito cuidado! A maneira como falamos com nossos filhos pode marcar para sempre. Podemos ser fonte de bênção, encorajamento e vida, ou podemos ser lembrados por palavras que feriram e destruíram.
A arca de Noé nos mostra que a obediência pode salvar uma família inteira. Mas a história de Noé e Cam nos alerta que a imprudência pode amaldiçoar gerações. Que nós possamos escolher, em Cristo, sermos pais que constroem, que abençoam, que deixam como herança palavras de vida.
quarta-feira, 23 de julho de 2025
“O que você tem escolhido valorizar?”
"Quero trazer à memória o que me pode dar esperança."





