BEM - VINDO

Bem - vindo ao Seja como orvalho em terra seca, que você meu amigo possa ser edificado com cada mensagem posta aqui!
Deus te abençoe!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026



A Oferta de Abel e Caim

 Quando medito sobre a história de Caim e Abel, algo sempre me chama a atenção: de onde surgiu, dentro deles, essa vontade de fazer algo para Deus? Essa iniciativa não nasceu do nada. Ela nasceu de algo que foi transmitido. Caim e Abel não acordaram um dia, olharam para o céu e concluíram sozinhos que existia um Criador a quem deveriam oferecer algo. Eles tinham conhecimento de Deus porque alguém falou de Deus para eles. E esse alguém foram seus pais. Adão e Eva, mesmo depois da queda, não se esqueceram de Deus. Eles sabiam quem Ele era, sabiam o que haviam vivido no Jardim do Éden, conheciam a comunhão que tinham com Ele, o pecado que cometeram e as consequências disso. E tudo isso foi passado adiante. Os pais transmitiram aos filhos o temor do Senhor, a obediência, a importância do relacionamento, da intimidade e da comunhão com Deus. O que muda, então, não é o que foi ensinado, mas como cada filho absorveu esse ensinamento. Abel absorveu profundamente tudo aquilo que recebeu. Aquilo desceu ao coração, criou raízes e gerou algo dentro dele: desejo de relacionamento com Deus. E desse relacionamento nasceu uma consequência natural: o desejo de dar algo para Deus. A oferta não foi o começo; ela foi o resultado. O relacionamento veio primeiro, e a oferta foi consequência desse relacionamento. Caim também absorveu, mas de forma superficial. Seu relacionamento com Deus era raso, e, por isso, sua entrega também foi rasa. A consequência foi diferente, não porque os pais ensinaram de forma diferente, mas porque a absorção foi diferente. Relacionamento superficial gera atitudes superficiais. Aqui aprendemos algo muito sério e muito lindo ao mesmo tempo: a consequência da absorção espiritual aparece nas atitudes. Aquilo que entra profundamente no coração gera frutos profundos. Aquilo que entra superficialmente gera frutos superficiais. Quando a Bíblia diz: “Ensina a criança no caminho em que deve andar”, ela está falando de apresentar Deus, de viver Deus diante dos filhos, de transmitir quem Ele é. Os pais lançam a semente, mas cada filho decide o quanto essa semente vai penetrar no coração. O relacionamento com Deus gera consequências. E uma delas é o desejo de agradá-Lo, de se relacionar com Ele, de oferecer algo que nasce de dentro, não por obrigação, mas como resposta de um coração que aprendeu a amar a Deus.

Nenhum comentário:

Postar um comentário